Ponte Grande (Guarulhos)

Ponte Grande (Guarulhos)

Ponte Grande Guarulhos

Ponte Grande é um bairro que faz divisa entre Guarulhos e São Paulo

Ponte Grande é o nome que projeta a sua referencia ali construída, para a travessia do rio Tietê, desde os tempos que ele era nominado de Anhemby, numa das partes mais largas, permitindo a nossa ligação com a capital, via Penha de França, com a utilização da velha estrada da Conceição, antigo e modificado traçado da atual Avenida Guarulhos. Grande, exatamente pela sua extensão e volumoso madeirame empregado na sua estrutura. Difícil estabelecer a data exata da sua criação. É certo, porém, que, à semelhança de Bom Sucesso, constitui-se uma das mais antigas entradas para o nosso município. Pela Ponte Grande  deve ter-se transportado, da margem esquerda para a margem direita do grande rio, O jesuíta Manoel de Paiva,para chegar ao planalto do Eperê, onde fundou o aldeamento indiático dos guarus, agrupador dos esparsos guainases que se negavam a conviver com os colonos portugueses e jesuítas catequistas. Já nos assentamentos da Câmara da Vila Real de São Paulo, em 1736, consigna-se a autorização para consertos da Ponte Grande da Conceição (Afonso D’ Descragnole Taunay). Depois, sucessivamente, até adquirir a sua emancipação  politica, pela Lei Provincial nº 34, por várias vezes, a mesma Edilidade autorizava fossem feitos reparos na Ponte Grande sobre o rio Tietê. Sitio em que instalou-se, com mil índios que tinha a seu serviço, e prospera fazenda, o indômito homem bom do São Paulo Colonial, Amador Bueno, tornando-o, por isso mesmo, o centro politico de Piratininga, pois eram onde vinham-no arrebanhar para a dirimência dos sérios problemas que assoberbavam a gente do Colégio de São Paulo. E uma vez Guarulhos emancipado e instalado o seu Poder Legislativo (1881), este passou a deferir, como da sua competência, autorização para o funcionamento das casas comerciais, fonte subsidiária  do mercado sede, predominando as da Ponte Grande. Pouso predileto dos primeiros Italianos aqui aportados, como Francisco Muro (1883), Giussepe Sargentini e avelino Macari (1907) e o funileiro Plácido Martelo (1908). Por várias vezes, essa comunicação principal de Guarulhos com a Capital ficou interrompida, por imprestável a ponte para tráfego, causando transtornos à população que era obrigada a servir-se de rudimentares sistemas de balsa, para fazer a travessia do Tietê. Interrompendo, com isso, os períodos escolares e dificultando o intercâmbio entre Guarulhos e a Capital. Ponte tantas vezes destruída para sucessivas trocas por outras com capacidade suficiente para dar vazão ao movimento que dia a dia intensificava-se, até chegarmos à de concreto, que acabou com todos os nossos sofrimentos. Nos baixos da Ponte, até há bem pouco tempo, trabalhavam os fabricantes de batelões que singravam as águas do Tietê, transportando areia, tijolos e telhas, para as construções da Paulicéia. Ponte Grande, topônimo dado a um instrumento hábil para vencer um portentoso acidente geográfico

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novembro 22, 2018 / by / in

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